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CORREÇÃO E AUTOCORREÇÃO EM SALA DE AULA.

06 fev admin 7 Coordenação . Reunião pedagógica

Em sala de aula, após a explicação e solicitação das atividades propostas, temos o momento da correção das mesmas, mas muitos educadores se questionam como proceder para realizar esta tarefa com qualidade e proporcionar aos educandos uma conscientização construtiva do erro. Pois, o erro é necessário para a construção do processo de ensino e aprendizagem, além da promoção da intervenção pedagógica que proporcione esclarecer dúvidas e estabelecer conflitos cognitivos de maneira que qualifique à aprendizagem de cada educando.

Sugiro algumas dicas para a concretizar esse momento de maneira à atender as necessidades do educando e do educador:

  • Um passo importante é primeiramente orientar e conscientizar as famílias de cada educando, para que permitam a execução da lição de casa ou de classe, conforme a compreensão dos mesmos e sem oferecer respostas, mas levando – os à pensar sobre as mesmas;
  • Antes de realizar o momento da correção ou autocorreção o educador deverá verificar se realmente todos realizaram as respectivas tarefas para que não formem copistas;
  • O educador deverá criar o hábito do registro, caso o educando esteja com a tarefa incompleta ou sem fazer, pois desta forma irá estabelecer uma comunicação com a família e a mesma estará ciente sobre o rendimento e comprometimento do respectivo educando;
  • O educador poderá estabelecer sua própria rotina semanal de correção, desta forma poderá verificar com mais tempo cada atividade solicitada, de preferência de maneira individualizada e assim identificar a necessidade de possíveis intervenções com cada educando;
  • No decorrer da semana, o educador poderá propôr a escolha de um escriba ( aluno que escreverá na lousa ), promovendo a autocorreção aos demais alunos;
  • Ao identificar uma palavra errada, o educador deverá escrever ao lado da mesma de maneira correta e de forma que a palavra errada esteja da mesma forma que o educando escreveu, pois assim o mesmo terá a oportunidade de comparar e perceber onde errou, sendo que é sempre importante ressaltar que o erro deve fazer parte da aprendizagem de maneira construtiva e com a intenção de conscientizar o aluno;
  • Não é indicado: ridicularizar, expôr o aluno ou rasgar a folha que identificou o erro, solicitando que refaça, esse caminho só irá promover no educando baixa auto – estima e fazer com que não acredite que é capaz de acertar.
  • Espero ter colaborado com sua prática pedagógica, caro leitor. Estou à disposição para maiores esclarecimentos. Consult – Consultoria Psicopedagógica Daniela Trigo.

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7 thoughts on “CORREÇÃO E AUTOCORREÇÃO EM SALA DE AULA.

  • Fabiana Marques says:

    Carta de Paulo Freire aos professores

    Ensinar, aprender:
    leitura do mundo, leitura da palavra

    Nenhim tema mais adequado para constituir-se em objeto desta primeira carta a quem ousa ensinar do que a significação crítica desse ato, assim como a significação igualmente crítica de aprender. É que não existe ensinar sem aprender e com isto eu quero dizer mais do que diria se dissesse que o ato de ensinar exige a existência de quem ensina e de quem aprende. Quero dizer que ensinar e aprender se vão dando de tal maneira que quem ensina aprende, de um lado, porque reconhece um conhecimento antes aprendido e, de outro, porque, observado a maneira como a curiosidade do aluno aprendiz trabalha para apreender o ensinando-se, sem o que não o aprende, o ensinante se ajuda a descobrir incertezas, acertos, equívocos…
    Sugiro que leiam muito bom saberemos como lidar com o futuro do nosso país.

  • Marcelle Regina says:

    Muito importante suas considerações sobre correção e autocorreção, principalmente ao enfatizar a importância da contribuição dos responsáveis pelos alunos, bem como a noção de erro e o criticar de maneira construtiva. Só para endossar, uma maneira bastante válida nesse aspecto de corrigir e autocorrigir, é perguntar ao aluno diante da atividade realizada: O que você quis escrever? O que está escrito aqui? Desse modo o permitirá transportar-se para sua escrita e muitas vezes possibilita que o mesmo possa encontrar seu erro ortográfico. Além do que, esse tipo de correção participativa, permite ao educador explorar a/as hipóteses de escrita do educando e encontrar meios de intervenção pedagógica que se ajuste melhor à situação.

  • Eleonora Porfirio says:

    Sou mãe e não educadora, mais certamente apredi aqui como ajudar ao meu filho de 11 anos quem exibe uma grande dificuldade em aprender a escrita. Fala com perfeição e aprende com facilidade, guardando para ele somente o que lhe interessa, como um filtro que separa as informações que recebe. Na escrita, não consegue passar para o papel de forma coerente e pergunta como se escreve letras, sílabas etc. Me vejo impotente pois não sei como agir diante de tal dificuldade, mesmo ele fazendo acompanhamentos com fono e psico e ainda psicopedagogo, continua com um bloqueio não conseguindo progredir. Acredito que com essas dicas conseguirei ajudar melhor.

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