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PAIS QUE ADOECEM SEUS FILHOS MESMO QUE NÃO INTENCIONALMENTE!

02 fev admin 4 Coordenação . Educação Inclusiva . Orientação familiar . Reunião de pais . Uncategorized

É importante refletirmos sobre nossas ações, pois mesmo no ampito de desejar oferecer o melhor, muitos pais estão na busca da dosagem adequada, dos ingredientes necessários entre: atenção, oferecer limites, propôr rotina, proporcionar afeto, entre outras situações, mas devemos ressaltar a necessidade de estimularmos a autonomia e a independência.

É natural que muitos pais vivenciem a culpa pelo fato de não estar em tempo integral com seus filhos e com a intenção de compensar, oferece tudo que está ao seu alcance de maneira até mesmo impulsiva, mas se faz necessário levantar alguns questionamentos referente a esta atitude. Como por exemplo:

  • Será que oferecer aos filhos, tudo o que está ao alcance dos pais é realmente oferecer qualidade de educação e afeto?
  • Será que desta forma estão oferecendo valores aos seus filhos?
  • Será que viajar, passear e estar ao lado dos seus filhos não seria um investimento melhor na qualidade de vida?
  • Existe critérios ao selecionar os brinquedos, jogos, etc…, ao presentear seus filhos?

Bom, realmente tenho tantos outros questionamentos, pois acredito muito que podemos oferecer qualidade de tempo, mesmo não tendo quantidade de tempo, temos outros caminhos para que possamos rever prioridades.

Quando uso o termo adoecer, mesmo sabendo do impacto que deva causar aos leitores, infelizmente não estou exagerando, convido todos para reflirem sobre as situações, as quais me deparo em consultório e ao realizar consultoria em escolas, claro que mesmo sabendo que todos buscam o caminho do acerto, vejamos:

Ao ter contato com um caso de 8 anos que apresenta dificuldade de aprendizagem, não apresenta iniciativas em sala de aula, extrema dependência, inclusive em sua assepsia ao ir ao banheiro, ao organizar sua lancheira para degustar seu lanche, espera a professora para ajudá – lo e quando a mesma solicita que tente fazer sozinho, faz uso do choro. Ao conversar com a família descobri que a criança ainda toma mamadeira para dormir, dorme com os pais, a mãe realiza sua assepsia e o veste, além de alimentá – lo na boca.

Ou seja, a família está oferecendo cuidados em excesso que na faixa etária que a respectiva criança se encontra está sendo prejudicial para o seu próprio desenvolvimento cogntivo, emocional e social. Com isso, a família está sendo orientada e à escola está obtendo bons resultados mediante as mudanças de hábitos da rotina e das atitudes da família.

Outro caso, uma criança de 5 anos que fica na escola período integral, apresenta muita dificuldade em se comunicar com os amigos e a professora, pois não consegue se expressar, além de não manter seu foco atencional e não demonstrar interesse por qualquer situação de arendizagem, mesmo sendo lúdica. A família relatou não ter o hábito de conversar com o filho, sair para passear ou de realizarem uma refeição ao dia em família, pois a mesma tem uma rotina de ir trabalhar, buscar o filho na escola e ao chegar em casa ficar no computador e jantar de frente ao aparelho.

Ou seja, estou citando dois casos extremos, no que se refere a cuidados, a respectiva família também está sendo orientada e a mesma está conseguindo inserir momentos de atenção, lazer e aos poucos a escola está se deparando com bons resultados.

Citei esses dois casos, com o objetivo de levar os pais a refletirem sobre suas atitudes e analisar melhor a rotina que está proporcionando para sua família, pois muitas vezes seus filhos são rotulados, diagnosticados, mas na verdade a essência do desenvolvimento e da educação de qualidade está no alicerce familiar que necessita proporcionar uma parceria com a escola e acreditar no trabalho que a mesma oferece para que possam caminhar juntos em pról de uma educação realmente completa e de qualidade para todas as crianças.

Espero ter colaborado em uma reflexão construtiva, com a intenção de viabilizar mudanças de hábitos, pois acreditem que todos são capazes de rever atitudes e oferecer uma melhor qualidade de vida aos seus filhos. Estou à disposição para maiores esclarecimentos. CONSULT – Consultoria Psicopedagógica Daniela Trigo.

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4 thoughts on “PAIS QUE ADOECEM SEUS FILHOS MESMO QUE NÃO INTENCIONALMENTE!

  • maria says:

    Sem dúvida, a corrida pelo ter, abandona o ser.
    Aspectos como esse são situações que ilustram a realidade que resulta em dificuldades na escola.
    Muitos pais ainda, na busca de compensação, acabam criando
    Para os filhos, uma rotina de multiplas atividades, deixando o convivio familiar esquecido.
    Outros, que não dispõem do minimo necessário, saem para trabalhar e deixam os filhos menores aos cuidados dos maiores, que muitas vezes ainda são crianças, também.
    Então, a escola acaba abraçando situações e buscando soluções, que inclusive entram em outras áreas, tentando oferecer um bom aprendizado a seus alunos.

  • Monise says:

    Daniela, seu texto é realmente um chamado à reflexão. Sou fonoaudióloga, e você como eu deve conviver com muitos “formatos” familiares diferentes. Muitas vezes, o olhar é ATRAVÉS dos filhos e não PARA os filhos… Isso é o que eu mais sinto atualmente… Também sou mãe, e sei o quanto é difícil a rotina familiar atual, mas entender que o SEU stress tem que ser SEU e não do seu filho, já poderia ajudar muito… Quem não olha para o filho mais do que olha para o seu celular, não imagina o que perde… Fica aqui o olhar de alguém que enxerga os dois lados e não escreve para criticar e sim para “tocar” os corações maternos e paternos. Concordo plenamente: O SER é tudo que se pode deixar de herança para seu filho… o TER é perecível.

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